Charley Brindley – A Última Missão Da Sétima Cavalaria: Livro Dois (страница 17)
“Sarge,” Cateri disse, “onde na imagem suas três pessoas para salvar?”
“Mais ou menos aqui.” Ele apontou para um lugar perto da atual cidade de Sarajevo.
Sixwar passou o dedo de Sarajevo para Coração, e depois disse algo para Cateri.
“Quanto longe?” Cateri perguntou.
“É uma jornada muito longa,” Sarge disse. “Talvez cinco ou seis meses.”
“O que é ‘meses?’”
“Um mês é trinta dias.”
Ela traduziu a informação para Sixwar.
Ele acenou em compreensão mas não deu nenhuma resposta.
Capítulo Sete
No navio enfermaria, o Essex, Karina e Kady desenrolaram as bandagens dos pulsos da mulher loira.
“Uau,” Karina disse. “As larvas comeram bastante gangrena nessas vinte e quatro horas.”
“É.” Kady começou a remover as larvas gordas e substituí-las por outras famintas. “Amanhã, provavelmente, já conseguiremos começar a tratar as feridas.”
“Parece melhor,” Karina disse para a mulher.
Ela sorriu e disse algumas palavras.
“Qual é seu nome?” Kady perguntou.
Ela deu de ombros, ainda sorrindo.
“Kady.” Ela colocou a mão em seu peito, depois apontou para Karina. “Karina.”
“Ah, Cadia.”
“Cadia?” Kady perguntou.
Ela fez que sim.
“Já está na hora do almoço, Cadia.” Kady fez o sinal de comer.
O rosto de Cadia se iluminou, e ela disse algumas palavras.
“Isso mesmo,” Kady disse. “Eu concordo com tudo que você disse.”
Um dos navios gregos menores que foi capturado havia se transformado em um açougue, enquanto o navio maior foi convertido em um grande refeitório. Trinte e seis homens e mulheres ficavam ocupados dia e noite cozinhando nos fogos a lenha para os milhares de homens e mulheres da frota.
Cada um dos navios tinha uma hora certa para se aproximar do navio refeitório, renomeado como “Savoy”, três vezes por dia. Lá, enquanto os navios permaneciam com a vela içada, os tripulantes aproveitavam suas refeições. Os navios menores podiam se amarrar, dois de cada vez, um em cada lado do Savoy.
Uma da tarde, o Essex tomou seu lugar a estibordo do Savoy. Kady, Karina e mais uma dúzia de ajudantes ajudaram Cadia e os outros pacientes a cruzar as pranchas até o Savoy.
Aqueles que não podiam se mover eram servidos em suas camas.
Longas mesas e bancos estavam dispostos de ponta a ponta do convés superior do Savoy, onde a comida era servida ao estilo de uma pensão, com grandes tigelas e travessas de carne e vegetais colocadas nas mesas onde todos se serviam. Jarros de água, chá e leite também eram colocados nas mesas.
O convés superior do Savoy era sempre um lugar feliz e barulhento, com muitas conversas e risadas.
Não haviauma grande variedade de comida, mas era quente e saborosa.
Espagueti, bolo de carne, pedaços de porco, bacon e ovos, panquecas, purê de batatas e molho, junto com ervilhas, cenouras, beterrabas, cebolas e nabos eram consumidos com apetite.
Como era de costume em muitas das culturas representadas nos navios, joias, bugigangas e ocasionalmente moedas eram deixadas na mesa como uma recompensa para os cozinheiros e serventes.
* * * * *
Quando o vento parou, os remadores foram postos ao trabalho. Felizes pelo exercício, eles pegaram seus remos.
Os remos dos navios logo se transformaram em um concurso de força e resistência.
Todos os vinte e sete navios brigavam pela posição de liderança, com os navios gregos menores logo ultrapassando os barcos romanos mais lentos.
Logo depois do anoitecer, os remadores nos barcos menores largaram seus remos e ficaram apenas com a maré, esperando até que os grandes navios os alcançassem.
O Savoy chegou, e como uma abelha rainha, foi recebido enquanto os outros barcos formavam fila para a refeição da noite.
* * * * *
Karina ficava na enfermaria e era frequentemente acordada para tomar conta dos pacientes.
Antes de partir para o Afeganistão com a Sétima Cavalaria, ela estava estudando medicina veterinária. Ela tinha todos os livros didáticos, e também
Ela havia se tornado bastante habilidosa em tratar lacerações, ossos quebrados, e doenças menores comuns. Porém, se tratando de medicina interna, ela dependia de fotos, ilustrações e instruções dos livros para tentar aliviar a dor e o sofrimento.
Tarde da noite, alguém a chacoalhou pelo ombro enquanto sussurrava palavras que ela não entendia.
Ela se virou e viu um homem de uns trinta e cinco anos, ajoelhado ao lado da sua cama. Ele estava suado e apertava sua barriga.
Rolando da cama, Karina pensou que provavelmente era um ferimento de faca. Quando os remadores não estavam ocupados com os remos, eles se ocupavam lutando, geralmente por causa de uma mulher.
Ela sinalizou para ele deitar na cama dela e se esticar.
O homem se sentou na cama mas não conseguiu se deitar completamente reto por conta da dor extrema que sentia.
Ele continuava apertando a barriga, abaixo das costelas.
Karina puxou sua mão para ver melhor, mas não havia ferida aberta.
Colocando a palma da mão em sua testa, ela sabia que a temperatura dele estava acima de trinta e oito.
Ela colocou o capacete rapidamente. “Alguém quer ajudar em uma apendicectomia?”
“Com certeza,” Kady disse.
“Estou dentro,” Apache disse.
“Quem está dirigindo seu barco?” Karina perguntou.
“Nesse caso sou eu,” Sparks disse.
“E eu,” Jai Li disse.
“Vocês dois tem que fazer tudo juntos?” Kady perguntou.
“Sim, tudo,” Sparks disse.
Jai Li deu risada.
“Se aproxime do Essex, Sparks,” Karina disse. “Eu preciso da Kady, Tin Tin, Apache, facas afiadas e água quente.”
“Estamos dentro.”