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Charley Brindley – A Última Missão Da Sétima Cavalaria: Livro Dois (страница 12)

18

Conforme os dois maiores navios se aproximavam, os hoplitas batiam as espadas contra seus escudos, clamando por batalha.

Liada e Tin Tin matavam soldados e tripulantes inimigos com seus arcos.

Centenas de flechas continuaram a voar, causando várias perdas também no lado da Sétima.

“Sparks!” Kawalski gritou no comunicador.

“Sim?”

“Vire a gente noventa metros para a direita para eu conseguir atingir aquele barco que está indo em direção ao Palatino.”

“Copiado.” Sparks virou em direção ao navio grego para alinhar o trabuco de Kawalski para um novo tiro.

O rochedo atingiu o mar vinte metros antes do navio.

Caubói gritou para os seus homens recarregarem o trabuco.

O próximo tiro atingiu um barco pequeno, destruindo o convés e o centro do navio e saindo pela lateral, abaixo d'água. A água foi subindo e o barco rapidamente afundou.

Um dos homens do Caubói gritou e apontou para trás.

Caubói seguiu seu dedo com os olhos. “Puta merda! Sparks, atrás de nós, um navio grego enorme!”

Sparks virou a cabeça e viu o navio se aproximando deles. “Está muito rápido,” Sparks gritou. “Não vamos conseguir fugir.”

Caubói olhou para o seu trabuco, e depois para o mastro e vela lá em cima. “Certo. Vamos ver o que podemos fazer.” Ele gritou para os seus homens virarem o Little Boy.

Os homens tiveram dificuldade em girar o trabuco. Mais doze se aproximaram para ajudar.

Logo a arma tinha sido girada em 180 graus, e apontava para a traseira do navio deles.

Os homens rolaram um rochedo enorme até a corda do Little Boy.

“Que merda você está fazendo?” Sparks disse. “Você vai destruir nosso mastro.”

“Talvez.” Caubói olhou para o navio grego que avançava, e puxou a corda do gatilho.

O contrapeso caiu, o braço subiu, e o rochedo foi lançado para o céu.

A rocha passou alguns centímetros ao lado do mastro, e arqueou por cima do navio.

O trabuco Little Boy

montado no convés do

no navio da Sétima Cavalaria, o Palatino

O rochedo atingiu o navio grego embaixo d'água, destruindo dez metros da carcaça. A água entrou e o navio capotou em menos de dois minutos, levando centenas de homens com ele.

Homens e mulheres nos navios da Sétima comemoraram enquanto o navio afundava.

Os tiros de rifle foram um ataque pesado nos hoplitas, mas um dos barcos chegou até um navio da Sétima. Os soldados gregos saltaram no navio menor e começaram uma sangrenta batalha corpo-a-corpo.

Rifles das gáveas mais próximas direcionaram seu fogo para os hoplitas, criando possibilidades suficientes para os soldados da Sétima virarem o jogo.

Quando o trabuco acertou outro navio grego, o último navio grande ergueu a bandeira branca da rendição.

Seis dos barcos menores se viraram e navegaram para longe, correndo para o leste, enquanto os outros sete colocavam bandeiras brancas em seus mastros.

Depois da rendição, Sarge ordenou que todos os navios e tripulação da Sétima resgatassem aqueles deixados na água pelos barcos que afundaram.

A maioria dos soldados hoplitas havia se afogado, puxados pelas pesadas armaduras.

Os demais resgatados do mar eram tripulantes e escravos, dentre eles muitas mulheres.

“Joguem uma corda para aquele cara se agarrando nos destroços!” Sarge gritou.

“Ei, você!” Kady gritou. Ela foi até a beirada e arremessou uma corda. “É, você com as correntes nos pulsos. Segure a corda.”

O homem encarou Kady por um momento, tentando se mover pela água, então soltou o mastro quebrado e nadou em direção à corda, virando de lado para segurá-la com as mãos acorrentadas.

“Apache!” Kady gritou. “Venha me ajudar. Fisguei um grande.”

Juntas, elas trouxeram o escravo até a lateral do navio.

Enquanto elas puxavam com toda a força que tinham, ele subia pela corda, usando seus braços musculosos.

No convés, ele disse algumas palavras, e depois se curvou para as mulheres.

“De nada,” Kady disse.

Sixwar, escravo de remo

“Você ajuda ele a se secar,” Apache disse, “e eu pago uma bebida.”

“É disso que eu tô falando.”

Um grito veio da popa.

Um soldado hoplita capturado havia agarrado a espada de um dos tripulantes e agora lutava contra dois homens.

O escravo saltou pelos seis degraus e desceu até o convés inferior, e então correu para a briga.

Os dois homens estavam enfrentando o que havia de pior no hoplita.

Kady e Apache correram atrás do escravo.

Chegando à popa, o escravo desarmado entrou na luta.

Quando o hoplita moveu a espada em direção ao seu pescoço, ele levantou seus pulsos acorrentados para bloquear o golpe.

A lâmina afiada bateu na corrente pesada.

O escravo enrolou a corrente em volta da lâmina, arrancando a espada da mão do soldado.

Quando a espada caiu no convés e derrapou pelo chão, o hoplita puxou uma adaga e avançou em cima do escravo.

Ele deu um passo para o lado, mas foi um pouco tarde. A lâmina perfurou sua barriga.

Ignorando a ferida, o escravo girou com a bola em seu pé direito, fazendo a corrente girar e atingir o soldado na cabeça.

Quando o hoplita caiu de barriga para baixo no convés, o escravo pulou nele, agarrou seu queixo, e girou sua cabeça para trás rapidamente, quebrando seu pescoço.

Lá ele ficou por um momento, com um joelho no chão, recuperando o fôlego, então pegou o hoplita e o empurrou para o lado.

Kady começou a bater palmas, e depois Apache se juntou a ela.

O escravo deu um sorriso torto enquanto ajudava um dos tripulantes feridos a ficar de pé.