Charley Brindley – A Última Missão Da Sétima Cavalaria: Livro Dois (страница 12)
Conforme os dois maiores navios se aproximavam, os hoplitas batiam as espadas contra seus escudos, clamando por batalha.
Liada e Tin Tin matavam soldados e tripulantes inimigos com seus arcos.
Centenas de flechas continuaram a voar, causando várias perdas também no lado da Sétima.
“Sparks!” Kawalski gritou no comunicador.
“Sim?”
“Vire a gente noventa metros para a direita para eu conseguir atingir aquele barco que está indo em direção ao Palatino.”
“Copiado.” Sparks virou em direção ao navio grego para alinhar o trabuco de Kawalski para um novo tiro.
O rochedo atingiu o mar vinte metros antes do navio.
Caubói gritou para os seus homens recarregarem o trabuco.
O próximo tiro atingiu um barco pequeno, destruindo o convés e o centro do navio e saindo pela lateral, abaixo d'água. A água foi subindo e o barco rapidamente afundou.
Um dos homens do Caubói gritou e apontou para trás.
Caubói seguiu seu dedo com os olhos. “Puta merda! Sparks, atrás de nós, um navio grego enorme!”
Sparks virou a cabeça e viu o navio se aproximando deles. “Está muito rápido,” Sparks gritou. “Não vamos conseguir fugir.”
Caubói olhou para o seu trabuco, e depois para o mastro e vela lá em cima. “Certo. Vamos ver o que podemos fazer.” Ele gritou para os seus homens virarem o Little Boy.
Os homens tiveram dificuldade em girar o trabuco. Mais doze se aproximaram para ajudar.
Logo a arma tinha sido girada em 180 graus, e apontava para a traseira do navio deles.
Os homens rolaram um rochedo enorme até a corda do Little Boy.
“Que merda você está fazendo?” Sparks disse. “Você vai destruir nosso mastro.”
“Talvez.” Caubói olhou para o navio grego que avançava, e puxou a corda do gatilho.
O contrapeso caiu, o braço subiu, e o rochedo foi lançado para o céu.
A rocha passou alguns centímetros ao lado do mastro, e arqueou por cima do navio.
O trabuco Little Boy
montado no convés do
no navio da Sétima Cavalaria, o Palatino
O rochedo atingiu o navio grego embaixo d'água, destruindo dez metros da carcaça. A água entrou e o navio capotou em menos de dois minutos, levando centenas de homens com ele.
Homens e mulheres nos navios da Sétima comemoraram enquanto o navio afundava.
Os tiros de rifle foram um ataque pesado nos hoplitas, mas um dos barcos chegou até um navio da Sétima. Os soldados gregos saltaram no navio menor e começaram uma sangrenta batalha corpo-a-corpo.
Rifles das gáveas mais próximas direcionaram seu fogo para os hoplitas, criando possibilidades suficientes para os soldados da Sétima virarem o jogo.
Quando o trabuco acertou outro navio grego, o último navio grande ergueu a bandeira branca da rendição.
Seis dos barcos menores se viraram e navegaram para longe, correndo para o leste, enquanto os outros sete colocavam bandeiras brancas em seus mastros.
Depois da rendição, Sarge ordenou que todos os navios e tripulação da Sétima resgatassem aqueles deixados na água pelos barcos que afundaram.
A maioria dos soldados hoplitas havia se afogado, puxados pelas pesadas armaduras.
Os demais resgatados do mar eram tripulantes e escravos, dentre eles muitas mulheres.
“Joguem uma corda para aquele cara se agarrando nos destroços!” Sarge gritou.
“Ei, você!” Kady gritou. Ela foi até a beirada e arremessou uma corda. “É, você com as correntes nos pulsos. Segure a corda.”
O homem encarou Kady por um momento, tentando se mover pela água, então soltou o mastro quebrado e nadou em direção à corda, virando de lado para segurá-la com as mãos acorrentadas.
“Apache!” Kady gritou. “Venha me ajudar. Fisguei um grande.”
Juntas, elas trouxeram o escravo até a lateral do navio.
Enquanto elas puxavam com toda a força que tinham, ele subia pela corda, usando seus braços musculosos.
No convés, ele disse algumas palavras, e depois se curvou para as mulheres.
“De nada,” Kady disse.
Sixwar, escravo de remo
“Você ajuda ele a se secar,” Apache disse, “e eu pago uma bebida.”
“É disso que eu tô falando.”
Um grito veio da popa.
Um soldado hoplita capturado havia agarrado a espada de um dos tripulantes e agora lutava contra dois homens.
O escravo saltou pelos seis degraus e desceu até o convés inferior, e então correu para a briga.
Os dois homens estavam enfrentando o que havia de pior no hoplita.
Kady e Apache correram atrás do escravo.
Chegando à popa, o escravo desarmado entrou na luta.
Quando o hoplita moveu a espada em direção ao seu pescoço, ele levantou seus pulsos acorrentados para bloquear o golpe.
A lâmina afiada bateu na corrente pesada.
O escravo enrolou a corrente em volta da lâmina, arrancando a espada da mão do soldado.
Quando a espada caiu no convés e derrapou pelo chão, o hoplita puxou uma adaga e avançou em cima do escravo.
Ele deu um passo para o lado, mas foi um pouco tarde. A lâmina perfurou sua barriga.
Ignorando a ferida, o escravo girou com a bola em seu pé direito, fazendo a corrente girar e atingir o soldado na cabeça.
Quando o hoplita caiu de barriga para baixo no convés, o escravo pulou nele, agarrou seu queixo, e girou sua cabeça para trás rapidamente, quebrando seu pescoço.
Lá ele ficou por um momento, com um joelho no chão, recuperando o fôlego, então pegou o hoplita e o empurrou para o lado.
Kady começou a bater palmas, e depois Apache se juntou a ela.
O escravo deu um sorriso torto enquanto ajudava um dos tripulantes feridos a ficar de pé.
Capítulo Cinco